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"Apenas mais uma de amor" !


David Hume dedicou o Livro XI de sua "Investigação sobre o entendimento humano" à uma análise da "Razão nos animais". Clive Staple Lewis, dedicou semelhante esforço em seu "O Problema do Sofrimento".

O primeiro, bretão-escocês e cético, deteve-se à uma investigaçao puramente empírica, distanciada, e voltada para a distinção do funcionamento da razão em humanos e animais.

O segundo, bretão-irlandês e cristão, ousou ascender os animais - mais especificamente os domésticos - à Metafisica, abrangendo o "problema do Mal" e da Eternidade para além dos humanos (poderia estender-se mais em sua tese, penso eu !) , estendendo sobre toda a Criação os prejuízos da Queda (conceito religioso, e nem por isso, frágil).

O motivo d'eu relacionar isto com o post abaixo?
- Se , dois "monstros" da envergadura desses dois britânicos, julgaram possuir o tema alguma relevância e importância; quem sou eu para não fazê-lo ?

Não ridicularize a dedicação e afeição dados à animais de estimação:
- Há certa sabedoria em quem já percebeu que, concernente à reciprocidade, a "instintualidade" dos animais teria muito a ensinar à ,suposta, humanidade.




Click no link, e veja mais uma das recorrentes histórias entre pets e humanos.

https://www.buzzfeed.com/kassycho/esta-mulher-fez-snapchats-do-ultimo-dia-de-vida-do?utm_term=.ea4RRBDKA&bffbbrazil#.vkQjj4AMP

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Carpe Diem

Vem, amanhã pode ser tarde, Talvez não tenhas chance, E o tempo lhe alcance Sem que seja oportuno Olhar nos olhos de quem lhe arde o peito E enrubesce as maçãs de seu rosto, E que cala o discurso mais ensaiado. Vem, pois este “hoje” é o dia De que ainda tens a garantia de colher Os frutos do amor que alimenta seu ânimo; E que à noite vela teu sono Semenado nos teus sonhos O desejo secreto de muitos “amanhãs”. Vem, quando se ama o tempo pára, O instante é o “sempre agora” E o amanhã uma distante maldade.   Este é o convite que lhe faço: - Hoje, revele teu coração, Pois se amanhã já não formos Seremos na eternidade.

A cafajestagem do "artista-político": breves notas.

1. Não sei até que ponto um músico "da noite", atores, artesãos, literatos, podem ser chamados de artistas. Eu prefiro me definir como entretedor de platéias. Isso me livra da enorme expectação que repousa sobre eles, os verdadeiros artistas. Mas, não se trata somente de uma evasão covarde: é a expressão de minha própria consciência, sabedora que é, da enorme facilidade com que, nas últimas 4 ou 5 gerações, grandezas foram "politizadas", apequenadas e/ou relativizadas. 2. "Artista" é um troço vaidoso e arrogante. "Militante" é um presunçoso fetichista e ufanista. "Artista engajado politicamente" é o suprassumo da decadência intelectual que se alcança no progressismo; e por consequência, chato pra caralho: um propagandista ideológico, jactando-se de sua - suposta - superioridade moral e estética. Toda militância e "espírito revolucionário" são estúpidos : à esquerda, ou à direita.

A genialidade escondida sob a caricatura do ridículo.

O mais sofisticado quadro de humor formado nas últimas décadas: "Mamonas Assassinas" ! Se fosse um desses acadêmicos que inventam estudos somente para captarem recursos do governo, dedicaria uma séria análise dos meninos de Guarulhos. É desnecessário, a quem se interessa pela história da música ocidental nos últimos 50 anos, apontar a maravilhosa síntese que compõe o único álbum da banda. Um passeio pelo punk rock setentista, pela batida oitentista, pelo Thrash Metal; isso sem mencionar as inúmeras referências à gêneros tipicamente brasileiros: do brega de Falcão e Cauby Peixoto, ao pagodão carioca (especificamente, o Raça Negra e o Negritude Jr.); o "Forrock", etc...! As idiossincrasias da classe média brasileira da década de 90, o choque cultural de um nordestino em um Shopping Center, o "legado do chifre" no romantismo brasileiro; o estigma de gay dos gaúchos, ou até mesmo - em um aparente escárnio aos gays - o ataque aos estereótip...