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Dir. x Esq., um clássico nacional da passionalidade e das multidões ignorantes.


Toda insensatez é  marcada pela inabilidade/inaptidão em lidar com conceitos, idéias puras: "Instituição" é um destes conceitos.

É uma característica brasileira, sempre tendenciosa a simplismos, passionalidades rasas, extremizações impetuosas e, irritantemente, frágeis e voláteis. É chocante o modo como, em menos de um ano, milhões de pessoas mudam de lado; e isso ,para mim, representa somente a elasticidade volitiva de uma geração carente de repertório conceitual. Não se trata de ficar do "lado de A ou B", mas de propor migrações com relativa facilidade (a "dança" das legendas partidárias é uma das evidências deprimentes desse processo).

Não reforço o "complexo de vira-lata", aquele que vaticina a nossa "burrice" como um elemento de inaticidade cultural; mas o que testemunhamos , é a prova de que nunca tivemos um projeto de educação integral , como a "paideia" grega. Fomos e somos educados superficialmente, não nos sabemos e conhecemos, e quando parecemos afirmar-nos em algo, é na figura de outrem: um ícone, um país, uma personalidade, uma legenda.  

Dizer "sou um brasileiro" deveria significar o que? Sinalizar o que? Evidenciar quais características distintivas? Trazer à lume quais elementos originais de nossa identidade? E, todos juntos, o que representa a soma desses nativos? Se um povo não se sabe, individual e coletivamente, não posso esperar destreza no entendimento do conceito (e prática) das "Instituições".

Uns abraçam o passado como redenção das péssimas escolhas do presente; outros ,temerariamente, dormem sobre o tapete que esconde debaixo de si tamanha sujeira, e se crêem a revolução do presente e reinado do futuro. E eu? Eu , por enquanto (e infelizmente), não me dedico à nada que seja propagandeado por uma massa de brasileiros: minhas decisões são sérias, e a vida muito curta, para ajuntar-me à quem mudará de idéia daqui a seis meses; ou a quem entrega a própria vida por um erro histórico auto-evidente.

Ainda fico com a perenidade das idéias puras: na solidão de minha indiferença à qualquer forma de populismo; à Direita ou Esquerda.

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Carpe Diem

Vem, amanhã pode ser tarde, Talvez não tenhas chance, E o tempo lhe alcance Sem que seja oportuno Olhar nos olhos de quem lhe arde o peito E enrubesce as maçãs de seu rosto, E que cala o discurso mais ensaiado. Vem, pois este “hoje” é o dia De que ainda tens a garantia de colher Os frutos do amor que alimenta seu ânimo; E que à noite vela teu sono Semenado nos teus sonhos O desejo secreto de muitos “amanhãs”. Vem, quando se ama o tempo pára, O instante é o “sempre agora” E o amanhã uma distante maldade.   Este é o convite que lhe faço: - Hoje, revele teu coração, Pois se amanhã já não formos Seremos na eternidade.

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