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De quando demandaram de mim mais "demonstrações públicas de afeto".




Que tempos !!!
Influente é quem têm mais posts curtidos.

Sociável é o que dispõe da enorme quantidade de "amigos virtuais; e superficiais...
Felicidade só é possivel
 se for registrada no "Insta" ou no "Face"...
Culto é aquele que gasta seu precioso tempo em debates inúteis na "rede"...

Vida afetiva só é plena e romântica, caso os protagonistas alardêem sua convivência nesse enorme outdoor...! Ah, e há os que "vivem" suas cisões afetivas na Rede; numa necessidade infantil se de propagandear - "agora que não estou mais contigo" - ter descoberto a verdadeira liberdade...

E depois, taxa gente como eu de "grossa"!! Desculpe-me pela indiferença com que vivo nesse Novo Mundo; vosso mundo... eterno castelo de areia.

Meu romance é privado, e por isso sem a interferência dos milhares de péssimos agentes externos...

Minhas alegrias são silenciosas e serenas, assim como minhas dores e queixas.

Sai dessa "second life" , viva pelo menos uma década sendo honesto consigo mesmo (a); e depois, talvez possa executar esse vosso projeto de catequizar o mundo...!

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Do Estado e suas inclinações...!

Os últimos decênios de preponderância das religiões cristãs no Brasil, têm gerado uma contrafação extrema : a de um Estado a-religioso. E, como quase sempre, os extremos são sempre estúpidos! A noção de Estado Laico se bem compreendida (principalmente por cristãos que querem impor uma teocracia moderna) é uma salvaguarda PARA TODOS os cidadãos, religiosos ou não. É a convivência de todos, em liberdade de crença ou não, com a prerrogativa de atuarem em seus espaços sem invadirem os alheios. Se cristãos radicais bem soubessem, acenderiam velas de gratidão pela existência desse modelo de Estado, que inclusive, os possibilita serem livres para serem o que são (e ainda encherem o saco dos outros). Como Política é, sobretudo, dominação e acordos de interesses, as coisas mudam de lugar com bastante frequência, e amanhã os detentores do poder poderiam serem os das religiões de matrizes africanas, ou até mesmo ateus, e quem sabe, suas liberdades de culto estariam ameaçadas. Ter um Esta...

A cafajestagem do "artista-político": breves notas.

1. Não sei até que ponto um músico "da noite", atores, artesãos, literatos, podem ser chamados de artistas. Eu prefiro me definir como entretedor de platéias. Isso me livra da enorme expectação que repousa sobre eles, os verdadeiros artistas. Mas, não se trata somente de uma evasão covarde: é a expressão de minha própria consciência, sabedora que é, da enorme facilidade com que, nas últimas 4 ou 5 gerações, grandezas foram "politizadas", apequenadas e/ou relativizadas. 2. "Artista" é um troço vaidoso e arrogante. "Militante" é um presunçoso fetichista e ufanista. "Artista engajado politicamente" é o suprassumo da decadência intelectual que se alcança no progressismo; e por consequência, chato pra caralho: um propagandista ideológico, jactando-se de sua - suposta - superioridade moral e estética. Toda militância e "espírito revolucionário" são estúpidos : à esquerda, ou à direita.

Brasil acima de tudo: uma piada da contemporaneidade.

- Tuuuuuuuu, tuuuuuuuu, tuuuuuuu... ; alô! - Boa noite! É do Ministério Público? - Sim, senhor! - Ok. Meu nome é Matheus Patrick, e eu gostaria de fazer uma denúncia. - Pois não, senhor. O que deseja denunciar? - Vocês já ouviram falar do termo "Stalker"? - Isso é alemão, senhor? - Não, é anglo-saxônico, derivado do bretão! - Onde é isso, senhor! - Deixa pra lá! Chamam de idioma inglês agora. Enfim.. - Continuo aguardando sua denúncia, senhor! - Então, "stalker" é o que chamamos por aqui de assediador, perseguidor, cerceador, aquele que se alimenta de constranger a liberdade alheia... - Senhor, pra que ser tão prolixo? Aqui na Bahia nós chamamos isso de "vacilão" ou "pau no cu"! - Nossa, como aqui na Bahia as coisas são maravilhosamente sintéticas! - Senhor, o senhor é gay? - Não! Mas isso importa? - É que o senhor usa uns termos afetados que, ou é coisa de bicha, de burguês, ou de bicha burguesa (leia es...