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"Second life"; Ou, da nossa eterna carência...






Redes sociais: "um vício no vazio" !!! 

Redes sociais: "a angústia de sentir-se importante para alguém", mesmo que seja para um estranho.

Redes sociais: a melhor expressão de vida dupla; depois do casamento, é claro.

Redes sociais: exteriorização, projeção de um "eu" que jamais existirá efetivamente.

Redes sociais: a conclusão de que a humanidade considera a profundidade algo cansativo. Ser "social" é ser "leve"...; e raso.

Redes sociais (pelos "libertários" da Língua): - Não, não há nada de errado na escrita contemporânea; é somente uma variável da língua, um "coloquialismo", "regionalismo", "noção de pertencimento a uma nova tribo. P.S.: Ok. E qual é a maneira adequada de aconselhá-los à um auto-envio ao oríficio central traseiro?

Redes sociais: nada há de errado com elas. São amplificações de nós mesmos: nós somos o erro.

Redes sociais: há pouco mais de uma década oferecendo-lhe a possibilidade de realidade e mundo paralelos, e isso sem nenhuma ajuda da Física Quântica.

Redes sociais: a Grande Praça de todos os tipos de posers.

Redes sociais: a definitiva demonstração de que, por mais que tentem, jamais nos importaremos com os outros. É a Rede "Mono-umbilical" !!!







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Carpe Diem

Vem, amanhã pode ser tarde, Talvez não tenhas chance, E o tempo lhe alcance Sem que seja oportuno Olhar nos olhos de quem lhe arde o peito E enrubesce as maçãs de seu rosto, E que cala o discurso mais ensaiado. Vem, pois este “hoje” é o dia De que ainda tens a garantia de colher Os frutos do amor que alimenta seu ânimo; E que à noite vela teu sono Semenado nos teus sonhos O desejo secreto de muitos “amanhãs”. Vem, quando se ama o tempo pára, O instante é o “sempre agora” E o amanhã uma distante maldade.   Este é o convite que lhe faço: - Hoje, revele teu coração, Pois se amanhã já não formos Seremos na eternidade.

A cafajestagem do "artista-político": breves notas.

1. Não sei até que ponto um músico "da noite", atores, artesãos, literatos, podem ser chamados de artistas. Eu prefiro me definir como entretedor de platéias. Isso me livra da enorme expectação que repousa sobre eles, os verdadeiros artistas. Mas, não se trata somente de uma evasão covarde: é a expressão de minha própria consciência, sabedora que é, da enorme facilidade com que, nas últimas 4 ou 5 gerações, grandezas foram "politizadas", apequenadas e/ou relativizadas. 2. "Artista" é um troço vaidoso e arrogante. "Militante" é um presunçoso fetichista e ufanista. "Artista engajado politicamente" é o suprassumo da decadência intelectual que se alcança no progressismo; e por consequência, chato pra caralho: um propagandista ideológico, jactando-se de sua - suposta - superioridade moral e estética. Toda militância e "espírito revolucionário" são estúpidos : à esquerda, ou à direita.

A genialidade escondida sob a caricatura do ridículo.

O mais sofisticado quadro de humor formado nas últimas décadas: "Mamonas Assassinas" ! Se fosse um desses acadêmicos que inventam estudos somente para captarem recursos do governo, dedicaria uma séria análise dos meninos de Guarulhos. É desnecessário, a quem se interessa pela história da música ocidental nos últimos 50 anos, apontar a maravilhosa síntese que compõe o único álbum da banda. Um passeio pelo punk rock setentista, pela batida oitentista, pelo Thrash Metal; isso sem mencionar as inúmeras referências à gêneros tipicamente brasileiros: do brega de Falcão e Cauby Peixoto, ao pagodão carioca (especificamente, o Raça Negra e o Negritude Jr.); o "Forrock", etc...! As idiossincrasias da classe média brasileira da década de 90, o choque cultural de um nordestino em um Shopping Center, o "legado do chifre" no romantismo brasileiro; o estigma de gay dos gaúchos, ou até mesmo - em um aparente escárnio aos gays - o ataque aos estereótip...