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"Queer - Cartografia das diferenças" - Ou, do novo produto nacional, o ativismo de Direita.


Sobre a mostra "Queer - Cartografia das diferenças", incentivada pelo Banco Santander:


- Somente observo os "moralistas à la Perpétua" *, e a equivocada atuação dos "movimentos de Direita" brasileiros. 

Poderiam utilizar tantos recursos previstos, intimar os responsáveis com base em dispositivos constitucionais e incriminá-los por infração de direitos civis, enfim, tudo que caracterizasse a justa retribuição por uma manobra que desestabilizou a ordem pública, esta garantida, em grande parte, pela noção que costumo chamar de "convivência de liberdades". Mas, não! O que preferiram? Utilizar a mesma, e maldita, via do boicote, escândalo, e censura ; atacando-os com a mesma sanha histriônica com que atacam os nossos "bons costumes", e transformando tudo em um teatro passional, como tudo por aqui.


 Reafirmo o que já tenho dito há algum tempo: muito do que se chama de "conservadorismo" e "Direita" ultimamente, é gente que, sem perceber, no desgaste da constante guerra cultural, se apropriou do mesmíssimo "espírito revolucionário progressista", em que, distinguindo-se os discursos, suas práticas tocam-se no mesmo extremo


* "Perpétua", personagem purista e carregada de falso moralismo, presente na obra "Tieta do Agreste", do Jorge Amado.

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Carpe Diem

Vem, amanhã pode ser tarde, Talvez não tenhas chance, E o tempo lhe alcance Sem que seja oportuno Olhar nos olhos de quem lhe arde o peito E enrubesce as maçãs de seu rosto, E que cala o discurso mais ensaiado. Vem, pois este “hoje” é o dia De que ainda tens a garantia de colher Os frutos do amor que alimenta seu ânimo; E que à noite vela teu sono Semenado nos teus sonhos O desejo secreto de muitos “amanhãs”. Vem, quando se ama o tempo pára, O instante é o “sempre agora” E o amanhã uma distante maldade.   Este é o convite que lhe faço: - Hoje, revele teu coração, Pois se amanhã já não formos Seremos na eternidade.

A cafajestagem do "artista-político": breves notas.

1. Não sei até que ponto um músico "da noite", atores, artesãos, literatos, podem ser chamados de artistas. Eu prefiro me definir como entretedor de platéias. Isso me livra da enorme expectação que repousa sobre eles, os verdadeiros artistas. Mas, não se trata somente de uma evasão covarde: é a expressão de minha própria consciência, sabedora que é, da enorme facilidade com que, nas últimas 4 ou 5 gerações, grandezas foram "politizadas", apequenadas e/ou relativizadas. 2. "Artista" é um troço vaidoso e arrogante. "Militante" é um presunçoso fetichista e ufanista. "Artista engajado politicamente" é o suprassumo da decadência intelectual que se alcança no progressismo; e por consequência, chato pra caralho: um propagandista ideológico, jactando-se de sua - suposta - superioridade moral e estética. Toda militância e "espírito revolucionário" são estúpidos : à esquerda, ou à direita.

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O mais sofisticado quadro de humor formado nas últimas décadas: "Mamonas Assassinas" ! Se fosse um desses acadêmicos que inventam estudos somente para captarem recursos do governo, dedicaria uma séria análise dos meninos de Guarulhos. É desnecessário, a quem se interessa pela história da música ocidental nos últimos 50 anos, apontar a maravilhosa síntese que compõe o único álbum da banda. Um passeio pelo punk rock setentista, pela batida oitentista, pelo Thrash Metal; isso sem mencionar as inúmeras referências à gêneros tipicamente brasileiros: do brega de Falcão e Cauby Peixoto, ao pagodão carioca (especificamente, o Raça Negra e o Negritude Jr.); o "Forrock", etc...! As idiossincrasias da classe média brasileira da década de 90, o choque cultural de um nordestino em um Shopping Center, o "legado do chifre" no romantismo brasileiro; o estigma de gay dos gaúchos, ou até mesmo - em um aparente escárnio aos gays - o ataque aos estereótip...