Pular para o conteúdo principal

Be support !




Servir as pessoas, oferecer ajuda em um momento de crise existencial, oferecer o ouvido para ouvir sobre coisas que ninguém jamais poderia saber (um espécie de confessor), aconselhar, enxugar lágrimas, devolver sorrisos, reacender aquela chama mínima necessária de auto-estima, gastar noites e dias, ser SEMPRE disponível. Com propriedade, posso afirmar que sei o que é viver exatamente assim, e sem receber NADA em troca. Nunca esperei, espero, ou esperarei.

Saber que, em algum momento da vida de alguém você foi a única forma de comunicação, de salvação, de escape...! Que alegria maior há do que esta?

Sou santo? Jamais ! A ambição estúpida da santificação, deixei no fim da adolescência .
Sou um resignado e indolor monge? Também não.

É óbvio que, em terríveis momentos de crise, automaticamente a natureza "contabilize" possíveis "devedores": aqueles de quem esperas que faça o mesmo que fizestes outrora. Mas, em dado momento da vida, a gente passa a sujeitar melhor esse tipo de instinto, e o que sobra é uma leve de-cepção (hífen proposital); aquela sutil melancolia, por tão poucos perceberem a grandeza que há em dar suporte, ser suporte.

A vida segue, e estas coisas não me impedirão de continuar servindo; mas, se não sou santo, também não sou tonto: torno-me, automaticamente, indisponível à gente que que se utiliza da solicitude alheia ("bondade" já seria demais), somente para relações extrativistas; daquelas em que você é sugado, sugado, e deixado "terra desolada".

O que ensina a sabedoria é: poupe seus recursos para ser útil SEMPRE que for necessário, e NUNCA quando conveniente.

A conveniência é a "mãe" das novas formas de "relações" modernas.



Postagens mais visitadas deste blog

Carpe Diem

Vem, amanhã pode ser tarde, Talvez não tenhas chance, E o tempo lhe alcance Sem que seja oportuno Olhar nos olhos de quem lhe arde o peito E enrubesce as maçãs de seu rosto, E que cala o discurso mais ensaiado. Vem, pois este “hoje” é o dia De que ainda tens a garantia de colher Os frutos do amor que alimenta seu ânimo; E que à noite vela teu sono Semenado nos teus sonhos O desejo secreto de muitos “amanhãs”. Vem, quando se ama o tempo pára, O instante é o “sempre agora” E o amanhã uma distante maldade.   Este é o convite que lhe faço: - Hoje, revele teu coração, Pois se amanhã já não formos Seremos na eternidade.

A cafajestagem do "artista-político": breves notas.

1. Não sei até que ponto um músico "da noite", atores, artesãos, literatos, podem ser chamados de artistas. Eu prefiro me definir como entretedor de platéias. Isso me livra da enorme expectação que repousa sobre eles, os verdadeiros artistas. Mas, não se trata somente de uma evasão covarde: é a expressão de minha própria consciência, sabedora que é, da enorme facilidade com que, nas últimas 4 ou 5 gerações, grandezas foram "politizadas", apequenadas e/ou relativizadas. 2. "Artista" é um troço vaidoso e arrogante. "Militante" é um presunçoso fetichista e ufanista. "Artista engajado politicamente" é o suprassumo da decadência intelectual que se alcança no progressismo; e por consequência, chato pra caralho: um propagandista ideológico, jactando-se de sua - suposta - superioridade moral e estética. Toda militância e "espírito revolucionário" são estúpidos : à esquerda, ou à direita.

A genialidade escondida sob a caricatura do ridículo.

O mais sofisticado quadro de humor formado nas últimas décadas: "Mamonas Assassinas" ! Se fosse um desses acadêmicos que inventam estudos somente para captarem recursos do governo, dedicaria uma séria análise dos meninos de Guarulhos. É desnecessário, a quem se interessa pela história da música ocidental nos últimos 50 anos, apontar a maravilhosa síntese que compõe o único álbum da banda. Um passeio pelo punk rock setentista, pela batida oitentista, pelo Thrash Metal; isso sem mencionar as inúmeras referências à gêneros tipicamente brasileiros: do brega de Falcão e Cauby Peixoto, ao pagodão carioca (especificamente, o Raça Negra e o Negritude Jr.); o "Forrock", etc...! As idiossincrasias da classe média brasileira da década de 90, o choque cultural de um nordestino em um Shopping Center, o "legado do chifre" no romantismo brasileiro; o estigma de gay dos gaúchos, ou até mesmo - em um aparente escárnio aos gays - o ataque aos estereótip...