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"Requiem" para os vivos, obra-prima do Dan Forrest.


Existe um específico gênero de composição na música erudita, inspirado fielmente no ritual católico da "Missa de Finados", e que se chama "Requiem Aeternae" (Descanso eterno, em latim).


Sou particularmente obcecado por estas peças, provavelmente pela minha "devoção" à morte como tema: as limitações impostas pela existência, e nossa derradeira finitude. Penso que todas as coisas passam por um processo de transvaloração quando aceitamos, de fato, que todos morreremos logo.


O "Requiem" postado nesse link é distinto por uma razão intrigante: é composta também para os vivos, e quando se ouve, tem-se a certeza do quanto, muitas vezes, letras são inúteis numa composição musical. Além disso, é magnífica, linda, sublime, e uma das coisas mais singelas que já escutei.
Mas, a maior alegria é saber que o compositor é um jovem norte-americano, contemporâneo, e bastante acessível.
Ainda há esperança!

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Carpe Diem

Vem, amanhã pode ser tarde, Talvez não tenhas chance, E o tempo lhe alcance Sem que seja oportuno Olhar nos olhos de quem lhe arde o peito E enrubesce as maçãs de seu rosto, E que cala o discurso mais ensaiado. Vem, pois este “hoje” é o dia De que ainda tens a garantia de colher Os frutos do amor que alimenta seu ânimo; E que à noite vela teu sono Semenado nos teus sonhos O desejo secreto de muitos “amanhãs”. Vem, quando se ama o tempo pára, O instante é o “sempre agora” E o amanhã uma distante maldade.   Este é o convite que lhe faço: - Hoje, revele teu coração, Pois se amanhã já não formos Seremos na eternidade.

A cafajestagem do "artista-político": breves notas.

1. Não sei até que ponto um músico "da noite", atores, artesãos, literatos, podem ser chamados de artistas. Eu prefiro me definir como entretedor de platéias. Isso me livra da enorme expectação que repousa sobre eles, os verdadeiros artistas. Mas, não se trata somente de uma evasão covarde: é a expressão de minha própria consciência, sabedora que é, da enorme facilidade com que, nas últimas 4 ou 5 gerações, grandezas foram "politizadas", apequenadas e/ou relativizadas. 2. "Artista" é um troço vaidoso e arrogante. "Militante" é um presunçoso fetichista e ufanista. "Artista engajado politicamente" é o suprassumo da decadência intelectual que se alcança no progressismo; e por consequência, chato pra caralho: um propagandista ideológico, jactando-se de sua - suposta - superioridade moral e estética. Toda militância e "espírito revolucionário" são estúpidos : à esquerda, ou à direita.

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