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Desconfio de convertidos !


A conclusão a que cheguei até agora, é que esse lance de crença parece operar mais efetivamente nos terrenos da afetividade e subjetividade. Sei lá...! Cada dia que passa, me parece mais uma predisposição que uma ação amparada na "lógica".


O que testemunhei até hoje foi que, tanto entre ateus "convertidos" a alguma fé, à crentes aderidos ao ateísmo, jamais há uma mudança profunda nas matrizes do pensamento: os que foram da fé e se tornaram ateus soam sempre ressentidos (e não amparados somente por uma fria e "racional" demonstração de evidências) ; e os que eram ateus e se tornaram crentes, estão sempre espreitados pela dúvida existencial que moldou sua percepção da realidade.

No fim das contas, não me parece tão razoável quanto ateus dogmáticos descrevem.



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Carpe Diem

Vem, amanhã pode ser tarde, Talvez não tenhas chance, E o tempo lhe alcance Sem que seja oportuno Olhar nos olhos de quem lhe arde o peito E enrubesce as maçãs de seu rosto, E que cala o discurso mais ensaiado. Vem, pois este “hoje” é o dia De que ainda tens a garantia de colher Os frutos do amor que alimenta seu ânimo; E que à noite vela teu sono Semenado nos teus sonhos O desejo secreto de muitos “amanhãs”. Vem, quando se ama o tempo pára, O instante é o “sempre agora” E o amanhã uma distante maldade.   Este é o convite que lhe faço: - Hoje, revele teu coração, Pois se amanhã já não formos Seremos na eternidade.

A cafajestagem do "artista-político": breves notas.

1. Não sei até que ponto um músico "da noite", atores, artesãos, literatos, podem ser chamados de artistas. Eu prefiro me definir como entretedor de platéias. Isso me livra da enorme expectação que repousa sobre eles, os verdadeiros artistas. Mas, não se trata somente de uma evasão covarde: é a expressão de minha própria consciência, sabedora que é, da enorme facilidade com que, nas últimas 4 ou 5 gerações, grandezas foram "politizadas", apequenadas e/ou relativizadas. 2. "Artista" é um troço vaidoso e arrogante. "Militante" é um presunçoso fetichista e ufanista. "Artista engajado politicamente" é o suprassumo da decadência intelectual que se alcança no progressismo; e por consequência, chato pra caralho: um propagandista ideológico, jactando-se de sua - suposta - superioridade moral e estética. Toda militância e "espírito revolucionário" são estúpidos : à esquerda, ou à direita.

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